Autoridades dos Estados Unidos emitiram um alerta à população sobre os riscos de rodar em carros com airbags falsificados. Segundo informações do NHTSA, órgão responsável pela segurança viária, pelo menos 10 mortes registradas em 12 acidentes têm relação com os itens falsificados produzidos pela chinesa Jilin Province Detiannuo Automobile Safety System (DTN).
As análises mostraram que os airbags da companhia se romperam durante os impactos, liberando estilhaços de metal pela cabine do carro, que voaram em direção ao pescoço, peito e rosto dos ocupantes nos acidentes. Por isso, estes airbags são considerados os principais causadores das mortes registradas.
Proibição e aquisição ilegal
Os infladores produzidos pela DTN são proibidos nos EUA, indicando que entraram de forma ilegal no mercado norte-americano. O órgão suspeita que os airbags foram adquiridos por oficinas independentes, que pretendiam usá-los em carros danificados em acidentes, que foram consertados e revendidos no mercado de usados.
Funcionamento inadequado
Os airbags falsificados são praticamente idênticos aos originais e têm custo bem menor, mas não funcionam conforme determinado pelos padrões de segurança. O NHTSA exige que esses componentes inflem em menos de 20 milissegundos, tempo necessário para evitar o impacto dos ocupantes com o volante ou com o painel do carro.
Até o momento, os airbags irregulares foram identificados em carros da Chevrolet e da Hyundai, mas as estimativas indicam que cerca de 10 mil carros tenham sido afetados. O ocorrido lembra o escândalo com os airbags defeituosos da japonesa Takata, encontrados em vários veículos no Brasil.
Opinião
A situação dos airbags falsificados ressalta a importância de uma fiscalização rigorosa no mercado de peças automotivas, visando proteger a vida dos consumidores.





