Internacional

Lula cobra reforma da ONU e critica gastos militares em reunião em Barcelona

Lula cobra reforma da ONU e critica gastos militares em reunião em Barcelona

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a reforma da ONU durante a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, realizada em Barcelona no dia 18 de abril de 2026. Em seu discurso, Lula enfatizou a importância do multilateralismo e a necessidade de ampliação do Conselho de Segurança da ONU para que a organização tenha mais representatividade e capacidade de resposta diante de crises internacionais.

Críticas à Prioridade Militar

O presidente criticou a priorização de gastos militares em detrimento de investimentos sociais e ambientais, destacando que o mundo enfrenta a maior quantidade de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial. “A ONU não pode ficar silenciosa e ver o que está acontecendo no mundo”, afirmou Lula, ressaltando que mais de 760 milhões de pessoas estão passando fome.

Regulação das Plataformas Digitais

Lula também abordou a necessidade de a ONU regular plataformas digitais, argumentando que a desinformação é um desafio global. Ele afirmou que a verdade tem sido eclipsada pela mentira, e que é fundamental estabelecer regras democráticas que garantam a soberania dos países no ambiente digital.

Vocação Brasileira para a Paz

Em seu discurso, o presidente destacou a vocação do Brasil para a paz, afirmando que o país não deseja guerra e busca o desenvolvimento e bem-estar do seu povo. “O que não pode é a gente falando em descarbonização do planeta e os senhores soltando bomba todos os santos dias”, criticou.

Agenda em Barcelona

A reunião em Barcelona faz parte de uma agenda mais ampla que inclui a defesa da democracia e o combate à desigualdade. Durante sua visita, Lula e o presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, também discutiram a regulação das redes sociais e assinaram um Memorando de Entendimento para ampliar a cooperação bilateral em áreas estratégicas.

Opinião

A defesa de Lula pela reforma da ONU e a crítica aos gastos militares refletem uma preocupação legítima com a paz e a justiça social em um mundo cada vez mais conflituoso.