Douglas Ruas foi eleito, na manhã desta sexta-feira (17), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O deputado, que é do PL, recebeu 44 votos favoráveis em uma eleição marcada pela ausência de 25 deputados que não participaram da votação. O governador interino, Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, permanece no comando do estado até que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida sobre a sucessão.
Impasse na Sucessão do Governo
A situação política no Rio de Janeiro se complica com a prisão do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, que está detido desde dezembro de 2025. Bacellar foi cassado pelo TSE em março de 2026, e seu futuro político depende da decisão do STF, que atualmente tem um placar de 4 a 1 a favor da eleição indireta para a escolha do novo governador.
Reações e Oposição
Após a eleição, Ruas expressou a necessidade de diálogo entre as instituições, evitando ações judiciais. A oposição, incluindo partidos como PSD, MDB e PSOL, se absteve da votação, alegando que o voto secreto poderia gerar retaliações aos parlamentares. O deputado Vitor Junior (PDT) também deixou a disputa em protesto contra a decisão judicial que manteve a votação aberta.
Prisão de Bacellar e Consequências
A prisão de Bacellar está relacionada a investigações sobre o vazamento de informações sigilosas e a contratação de funcionários temporários que atuaram como cabos eleitorais. O futuro da Alerj e do governo do estado permanece incerto até que o STF finalize suas deliberações sobre o caso.
Opinião
A eleição de Douglas Ruas para a Alerj pode trazer novas dinâmicas políticas, mas a indefinição sobre a sucessão do governo do Rio continua a gerar incertezas e tensões no cenário político.





