O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) durante o lançamento de seu plano de governo, realizado em São Paulo no dia 16 de abril de 2026. Zema, que se posiciona como pré-candidato à Presidência, afirmou que seu primeiro ato, se eleito, será propor um novo STF ao Congresso Nacional.
“A primeira coisa que vou fazer é acabar com a farra dos intocáveis. Minha primeira medida será propor ao Congresso um novo Supremo, um Supremo em que os ministros prestem contas dos seus atos”, declarou Zema.
Propostas para uma nova Corte
O plano de Zema inclui a sugestão de uma idade mínima de 60 anos para os ministros do STF e um mandato de 15 anos, que ele considera a “coroação de uma carreira” jurídica. Além disso, ele defende que o crime de adulto deve ser punido com pena de adulto, propondo acabar com a hipocrisia da maioridade aos 18 anos.
Conflito com Gilmar Mendes
A tensão entre Zema e o decano do STF, Gilmar Mendes, aumentou após Mendes criticar Zema por suposta ingratidão. O ex-governador expressou surpresa ao perceber que decisões favoráveis do STF estariam vinculadas a conluios políticos, e não a princípios constitucionais. “Ele deu uma decisão favorável a Minas Gerais, e agora descobri que foi um favor para eu ser submisso a ele pelo resto da vida”, ironizou.
Gilmar Mendes respondeu às críticas em sua conta no X, afirmando que é irônico ver quem já geriu Minas Gerais atacar o STF após ter solicitado medidas que permitiram ao governo estadual adiar o pagamento de dívidas com a União.
Diretrizes econômicas
No mesmo evento, Zema apresentou seu plano econômico, que tem forte inspiração liberal. O economista da campanha ressaltou que o ajuste fiscal será uma prioridade, devido ao estado crítico das contas públicas no Brasil. “O Brasil está quebrado por conta da irresponsabilidade fiscal do governo”, enfatizou.
O plano econômico de Zema inclui cinco pilares principais: facilitar a compra e venda com o mundo, acabar com o custo Brasil, tornar o empreendedorismo mais simples, fazer o governo caber no bolso do brasileiro e reduzir juros e inadimplência.
Opinião
A proposta de Zema para reformular o STF e seu embate com Gilmar Mendes sinalizam uma nova fase no debate político brasileiro, onde a responsabilidade fiscal e a eficiência do Judiciário estão em pauta.





