Em Mato Grosso do Sul, o número de feminicídios cresceu alarmantemente em 2023, com 10 mulheres assassinadas de janeiro até agora. O estado é o segundo no Brasil que mais mata mulheres por gênero, refletindo uma realidade preocupante na segurança pública.
Até o momento, os dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) indicam que o acumulado de feminicídios já supera os 8 casos registrados no mesmo período em 2022. Os crimes, que envolvem mães, filhas, tias e esposas, são mais do que números; são histórias interrompidas de vidas que se foram.
Casos Impactantes
A última vítima foi Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, morta a tiros pelo ex-marido na frente da filha de 9 anos em Eldorado. O crime chocou a comunidade, pois a criança presenciou não apenas o assassinato da mãe, mas também o suicídio do pai. O delegado Robilson Junior Albertoni Fernandes revelou que, durante a separação, foram registradas ocorrências de violência doméstica, com medidas protetivas solicitadas em favor da vítima.
Além de Vera, as outras vítimas incluem: Rosana Candia, 62 anos; Fátima Aparecida da Silva, 58 anos; Marlene de Brito Rodrigues, 59 anos; e Ereni Benites, 44 anos, entre outras. As armas utilizadas nos crimes foram variadas, incluindo panela, faca e armas de fogo, refletindo a brutalidade dos atos.
Investigações em Andamento
Um dos casos mais notórios foi o de Marlene de Brito Rodrigues, subtenente da Polícia Militar, assassinada em sua casa em Campo Grande no início do mês. O principal suspeito, Gilberto Jarson, de 50 anos, confessou o crime após ser interrogado. A polícia também investiga a morte da arquiteta Ely da Silva Quevedo, de 53 anos, ocorrida recentemente.
Opinião
O aumento dos feminicídios em Mato Grosso do Sul é um chamado urgente para que a sociedade e as autoridades tomem medidas efetivas para proteger as mulheres e combater a violência de gênero.





