Eleições

Romeu Zema pede prisão de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli em coletiva tensa

Romeu Zema pede prisão de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli em coletiva tensa

O pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo-MG), fez declarações polêmicas durante um encontro com lideranças na Associação Comercial de São Paulo (ACSP) no dia 13 de abril de 2026. Em coletiva de imprensa, Zema criticou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, pedindo suas prisões e afirmando que eles não merecem apenas um impeachment.

Durante o evento, Zema destacou a necessidade de mudanças no processo de indicação dos ministros do STF, sugerindo que nomes sejam filtrados pelo Senado e pela Câmara antes de serem entregues ao presidente para nomeação. Ele argumentou que muitos dos atuais ministros não possuem as qualificações necessárias para ocupar suas cadeiras.

Críticas ao STF e Anistia

O ex-governador mineiro não poupou críticas ao STF, mencionando um contrato de R$ 129 milhões da esposa de Moraes com o Banco Master e a relação de Toffoli com advogados ligados ao mesmo banco. Zema declarou: “O criminoso, além de não ser punido, está se espelhando nos intocáveis da nossa República”.

Além disso, Zema se posicionou a favor da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, afirmando que a não concessão dessa anistia representa um peso para o Brasil. Ele argumentou que as condenações são uma injustiça e que o país precisa superar essa questão.

Críticas ao Fundo Eleitoral

O pré-candidato também criticou o fundo eleitoral, chamando-o de “maior concentrador de renda” do Brasil. Zema afirmou que os mais ricos são os que mais se beneficiam desse modelo, o que contradiz a busca por justiça e distribuição de renda.

O evento em São Paulo ocorreu após Zema gravar um vídeo com o senador Flávio Bolsonaro sobre uma possível chapa presidencial para 2026, sinalizando uma aproximação entre eles. Zema ressaltou que sua pré-candidatura seguirá até o final, destacando suas propostas diferenciadas.

Opinião

A postura de Zema reflete uma estratégia ousada para atrair o eleitorado conservador e criticar a atual estrutura do STF, mas suas declarações podem gerar polêmica e divisões no cenário político brasileiro.