Após sucessivos atrasos na publicação de seus resultados, a Aegea reportou um lucro líquido proforma de R$ 856 milhões em 2025, representando uma queda de 31% em relação a 2024. A alavancagem financeira consolidada do grupo foi de 4,51 vezes da dívida líquida pelo Ebitda, que se fechou em R$ 10,440 bilhões no mesmo ano.
Desempenho financeiro e aquisições
A receita líquida proforma totalizou R$ 18,288 bilhões, um crescimento de 20,6% em comparação aos R$ 15,158 bilhões de 2024. A dívida líquida proforma aumentou 36,7%, alcançando R$ 47,044 bilhões. Esse aumento na alavancagem deve-se, em parte, aos investimentos na expansão do portfólio, incluindo a conclusão da aquisição da Regenera Rio (antiga Ciclus Rio) em dezembro de 2025.
Impacto do rebaixamento da nota de crédito
Os diversos adiamentos na publicação dos dados geraram desconfiança no mercado, levando ao rebaixamento da nota de crédito da companhia pelas agências S&P e Fitch. A Fitch colocou todos os ratings do grupo em observação negativa, rebaixando os IDRs de longo prazo da Aegea de BB para BB-, e o Rating Nacional de Longo Prazo caiu para A+, de AA. A S&P também criticou a fragilidade nos controles internos da companhia, citando a complexidade da estrutura organizacional como um fator que reduz a visibilidade sobre as métricas de crédito reportadas.
Opinião
A situação da Aegea levanta preocupações sobre a transparência e a governança da empresa, especialmente em um mercado tão volátil.





