A Universidade de Tecnologia Sharif, em Teerã, foi bombardeada pelos Estados Unidos (EUA) e por Israel na madrugada de 6 de novembro, em mais um ataque contra instalações civis e acadêmicas do país persa. Conhecida como o “MIT do Irã”, a Universidade Sharif é a principal instituição de tecnologia e engenharia do Irã, além de ser uma plataforma importante para o desenvolvimento de Inteligência Artificial (IA).
O ataque resultou em danos significativos à universidade, com a destruição do centro de dados e do posto de distribuição de gás. Além disso, a mesquita da instituição também foi danificada. Embora não tenham sido registradas mortes, a ação gerou forte indignação entre as autoridades iranianas.
O vice-presidente do Irã, Mohammad Reza Aref, criticou o ataque, afirmando que o bombardeio é um crime de guerra e uma demonstração da ignorância de líderes estrangeiros. Aref destacou que o conhecimento está enraizado nas almas iranianas e que tentativas de destruição não terão sucesso. “O bombardeio da Universidade Sharif é um símbolo da loucura e da ignorância de Trump”, declarou em uma rede social.
De acordo com o direito internacional, ataques a instalações civis são considerados crimes de guerra. Desde o início do conflito, pelo menos 600 centros educacionais foram atacados, incluindo um bombardeio em uma escola em Minab, que resultou na morte de 168 crianças.
Os ministros da Ciência e da Saúde do Irã, Ali Simayi Sarra e Mohammad-Reza Zafar-Qandi, emitiram um comunicado conjunto condenando esses ataques e solicitando uma resposta da comunidade internacional. Eles alertaram que, se essas atrocidades não forem condenadas, ameaças semelhantes poderão se espalhar para ambientes acadêmicos em outros países.
Opinião
O ataque à Universidade de Tecnologia Sharif reflete a crescente tensão no cenário internacional e a vulnerabilidade das instituições educacionais em meio a conflitos armados.





