O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, solicitou ao Brasil que estenda o sistema de pagamentos instantâneos Pix ao seu país. Em uma publicação no X (antigo Twitter), ele expressou sua insatisfação com a lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos Estados Unidos, afirmando que a ferramenta já não é eficaz no combate ao narcotráfico.
Petro destacou que o crime organizado ‘zomba’ das sanções impostas e pediu ao Brasil que considere a extensão do Pix à Colômbia. Ele declarou que os criminosos conseguem contornar as sanções e operam a partir de locais como Dubai, onde vivem em luxo. “A lista da OFAC já não funciona”, afirmou o presidente colombiano.
Críticas à OFAC e defesa de governança global
Além de criticar a ineficácia das sanções, Gustavo Petro acusou a OFAC de ser utilizada para perseguir opositores políticos, classificando-a como um “sistema aberrante de controle político”. Ele também defendeu a necessidade de uma governança global democrática e criticou os conflitos internacionais, afirmando que “nenhuma guerra é boa”.
Taxa de homicídios e política antidrogas
O presidente colombiano comentou ainda sobre a política antidrogas e afirmou que líderes do narcotráfico operam fora da Colômbia, aproveitando-se de acordos judiciais que lhes conferem proteção. Ele ressaltou que a taxa de homicídios na Colômbia caiu e expressou esperança de que essa tendência se mantenha.
Opinião
A declaração de Gustavo Petro evidencia a complexidade das relações internacionais e os desafios enfrentados na luta contra o narcotráfico, além de ressaltar a necessidade de uma abordagem mais eficaz e menos punitiva.





