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Grupo de Mulheres de Tefé Revoluciona Produção de Chocolate Artesanal com Ciência

Grupo de Mulheres de Tefé Revoluciona Produção de Chocolate Artesanal com Ciência

Na Comunidade da Missão, em Tefé (AM), um grupo de 22 mulheres está transformando a produção de chocolate artesanal por meio da integração de conhecimento técnico-científico e saberes tradicionais. A iniciativa, que já conquistou a certificação orgânica em 2021, é a primeira da região a obter esse reconhecimento.

O Instituto Mamirauá acompanha de perto a produção, que é feita de maneira simples e manual, sem o uso de insumos sintéticos. O cacau utilizado é cultivado pelas próprias mulheres, que também são responsáveis pela fabricação do chocolate amargo, feito com garapa de cana e leite de castanha.

Histórias que Transformam

A coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, conhecida como Dona Bete, compartilha que o cultivo do cacau é uma tradição familiar. “Nós apenas damos continuidade ao que aprendemos com as nossas famílias”, explica. A produção do doce se tornou um comércio sustentável, permitindo que as mulheres da comunidade tenham acesso a uma fonte de renda.

Integração de Saberes

O trabalho do Instituto Mamirauá inclui o fortalecimento da produção orgânica, com cursos de manejo agroecológico e apoio nas etapas de certificação. Fernanda Viana, coordenadora do Programa de Manejo de Agroecossistemas do instituto, destaca a importância dessa integração: “Quando a gente integra o conhecimento técnico-científico ao conhecimento tradicional, temos a ciência apoiando a transformação de realidades locais”.

Produção Sustentável

A produção do chocolate envolve um processo cuidadoso. Os grãos de cacau são selecionados, fermentados e secos ao sol, garantindo a qualidade do produto final. O chocolate, que é vendido para marcas, representa não apenas uma fonte de renda, mas também um resgate de tradições e saberes que foram passados de geração para geração.

Opinião

A iniciativa do grupo de mulheres em Tefé é um exemplo inspirador de como a união de saberes tradicionais e ciência pode gerar impacto positivo nas comunidades, promovendo a sustentabilidade e a valorização da cultura local.