Nove estados brasileiros possuem mais famílias recebendo o Bolsa Família do que empregados com carteira assinada, todos localizados nas regiões Norte e Nordeste. Os dados são de fevereiro de 2026 e foram revelados pelo Poder360, com informações do Ministério do Desenvolvimento Social e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Dependência do Bolsa Família
O Maranhão lidera o índice de dependência, registrando 460.043 famílias a mais no programa de transferência de renda do que postos de trabalho formais. Os estados com maior excedente de beneficiários em relação aos empregos formais são:
Maranhão (MA): 460.043 beneficiários a mais;
Pará (PA): 232.117 beneficiários a mais;
Piauí (PI): 163.337 beneficiários a mais;
Bahia (BA): 85.914 beneficiários a mais;
Paraíba (PB): 76.449 beneficiários a mais;
Amazonas (AM): 21.554 beneficiários a mais;
Alagoas (AL): 20.789 beneficiários a mais;
Acre (AC): 8.798 beneficiários a mais;
Amapá (AP): 8.773 beneficiários a mais.
Proporção de Dependência
A proporção de dependência do Bolsa Família na economia do trabalho está em 38,6 beneficiários para cada 100 pessoas com carteira assinada, em fevereiro de 2026. Esse patamar se manteve estável desde agosto de 2025, após ter atingido um recorde de 49,6 para cada 100 no início de 2023.
Avanço do Emprego Formal
Apesar da maior dependência ao Bolsa Família, o emprego formal avançou em ritmo superior ao benefício em todas as unidades da Federação no último ano. Atualmente, o Brasil contabiliza 48,8 milhões de pessoas com emprego formal e 18,8 milhões de famílias atendidas pelo benefício social.
Em termos de proporção, enquanto o Maranhão possui 1,66 beneficiário para cada carteira assinada, Santa Catarina apresenta a maior força de trabalho formal proporcional, com 13 empregos para cada família beneficiada.
Disparidade Municipal
O levantamento indica que a disparidade persiste em nível municipal, com 2.639 cidades brasileiras ainda registrando mais Bolsa Família do que empregos formais.
Opinião
A situação expõe a fragilidade do mercado de trabalho em diversas regiões do Brasil, evidenciando a necessidade de políticas públicas que promovam a geração de empregos formais.





