O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro e do presidenciável Flávio Bolsonaro (RJ), foi a sigla que mais cresceu na Câmara durante o período da janela partidária, que ocorreu entre 5 de março e 3 de abril. O partido incorporou ao menos 18 novos deputados federais à sua bancada, enquanto o União Brasil perdeu 16 deputados.
De acordo com levantamento realizado pela reportagem, ao menos 50 deputados federais trocaram de partido nesse período. As movimentações continuaram intensas até o último momento da janela, com líderes do Centrão cautelosos ao se pronunciar sobre as mudanças.
Movimentações e Impactos
Entre as migrações, destacam-se os deputados Dani Cunha (RJ), Coronel Assis (MT), Rosângela Moro (SP) e Rodrigo Valadares (SE), todos do União Brasil para o PL. Parte dos parlamentares que deixaram o União avalia que a nova federação com o Progressistas (PP), aprovada pela Justiça Eleitoral, pode dificultar a eleição devido à maior competição entre candidatos.
Durante a janela, o PSD recebeu sete deputados, mas perdeu seis. O Podemos também filiou sete parlamentares e perdeu um, enquanto o Republicanos ganhou três e perdeu cinco. Até o momento, não foram registradas mudanças na bancada do PT.
Fundo Partidário e Eleições
O tamanho da bancada na Câmara é crucial, pois determina o repasse que cada partido receberá do fundo partidário. Em 2022, o PL recebeu a maior fatia, totalizando R$ 192,15 milhões. O partido elegeu 99 deputados federais no mesmo ano, mas atualmente conta com 97 parlamentares.
O PT, com a segunda maior bancada, recebeu cerca de R$ 140,5 milhões, enquanto o União Brasil obteve R$ 107,13 milhões. O PL tem se consolidado como a maior bancada na Câmara, o que pode dificultar a aprovação de projetos de interesse do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Opinião
O crescimento do PL na Câmara reflete a busca por mais recursos e estrutura partidária, evidenciando a dinâmica política em um ano eleitoral.





