O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi aposentado da Polícia Militar de São Paulo, enquanto enfrenta graves acusações de feminicídio e fraude processual. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado em 02 de abril de 2026 e já está em vigor. Rosa Neto está preso preventivamente desde 18 de março de 2026.
A aposentadoria, que na estrutura militar equivale à transferência para a reserva, garante ao tenente-coronel proventos integrais, com uma proporcionalidade de 58/60, ou seja, quase a totalidade do seu salário.
O Caso Gisele Alves Santana
A soldado Gisele Alves Santana foi encontrada morta em 18 de fevereiro de 2026, com um tiro na cabeça, no apartamento onde morava com o tenente-coronel. Inicialmente, Rosa Neto chamou socorro e relatou o incidente como suicídio, mas a investigação foi reaberta após a alteração do registro para morte suspeita.
Laudos do Instituto Médico Legal (IML) confirmaram marcas de agressão no corpo de Gisele, o que contradiz a versão de suicídio apresentada por Rosa Neto. A família da vítima contestou essa versão desde o início, levantando questões sobre a veracidade do relato do tenente-coronel.
Consequências Administrativas
Embora tenha sido aposentado, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) afirmou que o processo administrativo contra o tenente-coronel continua, podendo resultar em demissão, perda do posto e da patente.
Opinião
A situação do tenente-coronel Geraldo Leite levanta questões sérias sobre a violência de gênero e a responsabilidade das instituições em lidar com casos tão delicados.





