O ex-prefeito de Campo Grande, Bernal, está preso desde o dia 24 de outubro pelo assassinato do fiscal tributário da Secretaria Estadual de Fazenda, Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos. Em sua defesa, Bernal solicitou acompanhamento médico, alegando ser cardiopata, diabético e hipertenso, além de fazer uso de medicação controlada.
Os advogados de Bernal, incluindo Oswaldo Meza, informaram que também estão preparando um pedido de revogação da prisão preventiva, que mantém o ex-prefeito no presídio estadual militar. Meza destacou que Bernal está com tremores nas pernas e necessita de cuidados médicos.
Investigações em andamento
O delegado Danilo Mansur, que conduz a investigação, revelou que um funcionário da empresa de monitoramento confirmou que Bernal efetuou um segundo disparo 5 a 7 segundos após o primeiro, que atingiu a vítima na região do quadril. O primeiro disparo foi registrado pelas câmeras, mas o chaveiro, que estava presente, não viu ou ouviu o segundo tiro.
O delegado Mansur também comentou que a investigação não encontrou evidências de que Bernal tenha premeditado o crime ou agido sob forte emoção, o que poderia atenuar a pena. No entanto, a ausência de um registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) e de documentação relacionada à arma calibre 38 utilizada no crime complica a defesa do ex-prefeito.
Opinião
A situação de Bernal levanta questões sobre a responsabilidade e as consequências legais de suas ações, além de evidenciar a complexidade do sistema judiciário diante de crimes passionais.





