Com o lema “Conectando a natureza para sustentar a vida”, a COP15 acontecerá em Campo Grande (MS) no dia 28/03/2026. O evento abordará a inclusão de novas espécies nos Apêndices da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), um mecanismo crucial para a proteção internacional de animais migratórios.
O Brasil levará à conferência propostas que visam ampliar a proteção de espécies ameaçadas, com apoio técnico do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Entre as espécies em debate, destacam-se o maçarico-de-bico-torto (Numenius hudsonicus), que enfrenta um declínio de cerca de 70%, e o maçarico-de-bico-virado (Limosa haemastica), cuja população caiu mais de 95% desde a década de 1980.
Espécies em Foco
Além das aves migratórias, o Brasil propõe a inclusão do caboclinho-do-pantanal (Sporophila iberaensis) no Apêndice II, uma espécie ameaçada pela conversão de campos naturais. No setor aquático, o pintado (Pseudoplatystoma corruscans), um peixe migratório de grande importância ecológica, também está na lista de propostas.
Os tubarões-martelo, Sphyrna lewini e Sphyrna mokarran, são outros destaques, sendo sugeridos para inclusão no Apêndice I devido à sua vulnerabilidade. O Brasil também discutirá a proteção de carnívoros emblemáticos como a ariranha (Pteronura brasiliensis) e a onça-pintada (Panthera onca).
Desafios e Estratégias
O ICMBio enfatiza que as propostas são parte de um esforço contínuo para garantir a sobrevivência dessas espécies, que dependem de ações coordenadas entre países. Durante a COP15, serão discutidas estratégias para fortalecer a conservação e a conectividade entre habitats, além de abordar os desafios enfrentados por essas espécies.
Opinião
A COP15 representa uma oportunidade crucial para o Brasil reafirmar seu compromisso com a conservação da biodiversidade e a proteção das espécies ameaçadas, destacando a importância da cooperação internacional.





