O presidente Lula (PT) anunciou a criação de um novo imposto sobre a exportação de petróleo e diesel, com alíquotas de 12% e 50%, respectivamente. A medida visa arrecadar R$ 30 bilhões para compensar a zeragem do PIS/Cofins até o dia 31 de maio e o subsídio ao diesel, limitado a R$ 10 bilhões até 31 de dezembro.
Medidas e Críticas
A nova tributação surge após a medida anterior ter sido considerada ilegal pelo TRF-2. O governo espera arrecadar R$ 15 bilhões em quatro meses com o imposto, mas enfrenta críticas do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), que classifica a nova taxa como bitributação e prejudicial à atração de investimentos.
Objetivos do Governo
O Ministério da Fazenda justifica a criação do imposto com o objetivo de regular o mercado, desestimulando exportações e incentivando o refino interno. Durante a coletiva, o ex-ministro Fernando Haddad afirmou que a medida visa aumentar a capacidade de processamento das refinarias nacionais.
Desafios e Expectativas
Especialistas alertam que a nova tributação pode impactar a atratividade de investimentos e a estabilidade econômica do país. Além disso, a expectativa de arrecadação pode não ser alcançada, dependendo do volume exportado e da cotação internacional do barril, que tem sido afetada por conflitos no Oriente Médio.
Opinião
A criação de novos impostos em um cenário econômico desafiador levanta questões sobre a sustentabilidade fiscal e a competitividade do setor de petróleo e gás no Brasil.





