A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) anunciou que ficará afastada da articulação política para cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ela é pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal. “Política zero por enquanto. Eu estou ainda de licença. Estou aqui para cuidar dele. A minha prioridade sempre vai ser o meu marido e as minhas filhas. Se tiver que renunciar a qualquer coisa pela minha família, que é a minha prioridade, eu renuncio”, afirmou Michelle a jornalistas.
Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar após passar duas semanas internado. Na terça-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes autorizou a transferência do ex-presidente para a prisão domiciliar por 90 dias. Michelle destacou que estar em casa traz um aconchego psicológico para Bolsonaro e que ele não deve participar de articulações políticas durante a recuperação. “Creio que ele não vai tratar de política. Vamos viver um dia de cada vez”, ponderou.
A ex-primeira-dama, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outros políticos se reuniram com o ministro para solicitar a domiciliar. Ela ressaltou que o benefício foi resultado de um esforço conjunto. “O bônus é de todos aqueles que foram até o STF, até o ministro Alexandre de Moraes, interceder por essa prisão domiciliar. Não tem uma pessoa que tirou o Bolsonaro do batalhão [da Papudinha]. São várias pessoas”, disse.
No último final de semana, Flávio confirmou a pré-candidatura de Michelle ao Senado. “Ela é pré-candidata ao Senado no Distrito Federal, não tem eleição fácil. Ela é um grande quadro que foi construído a partir também da costela do Bolsonaro, como eu costumo dizer, como eu sou, como ela é”, afirmou o senador, que é pré-candidato à Presidência da República pelo PL. O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC), que disputará o Senado por Santa Catarina, também demonstrou apoio à ex-primeira-dama: “Minha senadora no DF é Michelle Bolsonaro.”
Opinião
A decisão de Michelle em priorizar a família em um momento delicado demonstra a importância do apoio familiar na política, especialmente em tempos de crise.





