Economia

IBGE revela: Brasil atinge 5,8% de desemprego e 6,2 milhões sem trabalho!

IBGE revela: Brasil atinge 5,8% de desemprego e 6,2 milhões sem trabalho!

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, com 6,2 milhões de pessoas em busca de trabalho, de acordo com dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (27). Apesar da alta em relação ao período anterior, o índice da PNAD Contínua Mensal ainda é o menor já registrado para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica, em 2012.

O avanço da desocupação foi influenciado principalmente pela perda de vagas em setores ligados ao poder público e à construção civil, algo comum no início do ano. Ao todo, houve redução de 874 mil pessoas ocupadas no trimestre, com destaque para a queda de 696 mil postos em áreas como administração pública, educação e saúde, além de menos 245 mil vagas na construção.

“Nos dois casos há influência de movimento sazonal, sobretudo, nos segmentos de educação e saúde, nos quais parte expressiva dos ocupados é provida por contratos temporários no setor público”, afirmou Adriana Beringuy, coordenadora da pesquisa. Apesar do aumento da desocupação, o número de brasileiros em situação de subutilização da força de trabalho cresceu para 16,1 milhões. A taxa passou de 13,5% para 14,1%, refletindo não apenas quem está desempregado, mas também aqueles que trabalham menos horas do que gostariam ou que poderiam trabalhar, mas não encontram oportunidades.

Por outro lado, o rendimento médio do trabalhador brasileiro atingiu novo recorde, chegando a R$ 3.679 mensais, representando uma alta de 2,0% no trimestre e de 5,2% na comparação anual, indicando ganho real de renda em meio às oscilações do mercado de trabalho. “O crescimento do rendimento vem sendo impulsionado pela grande demanda de trabalhadores, acompanhada de tendência de maior formalização em atividades de comércio e serviços”, destacou Beringuy.

A informalidade também apresentou leve recuo, passando de 37,7% para 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,3 milhões de trabalhadores. Segundo o IBGE, a redução foi influenciada pela queda na construção civil e em segmentos menos formalizados da indústria e da agricultura.

Opinião

A situação do mercado de trabalho no Brasil continua desafiadora, e a alta na taxa de desemprego revela a necessidade urgente de políticas eficazes para promover a ocupação e a formalização do trabalho.