A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulgou, nesta quarta-feira (25), o Relatório de Monitoramento Global da Educação (Relatório GEM) 2026, que aponta uma situação alarmante na educação mundial. Em 2024, 273 milhões de crianças estão fora da escola, o que representa um aumento de 3% na população excluída desde 2015.
Desafios e Conclusões do Relatório
O relatório destaca que apenas dois terços dos jovens conseguem concluir a educação secundária, revelando a gravidade da crise educacional. Além disso, a população global de estudantes matriculados atingiu 1,4 bilhão em 2024, com um aumento significativo nas matrículas desde 2000.
A Educação Primária na Etiópia teve um crescimento impressionante, passando de 18% em 1974 para 84% em 2024. A taxa de conclusão do ensino primário também aumentou de 77% para 88% desde 2000, o que demonstra avanços significativos em algumas regiões.
Objetivos e Progresso Global
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 visa garantir que todas as crianças tenham acesso à educação até 2030. O relatório revela que a proporção de países com leis de educação inclusiva aumentou de 1% para 24% desde 2000, mostrando um avanço em direção à equidade educacional.
No entanto, o documento também alerta para a desaceleração no progresso da permanência de crianças na escola, especialmente na África Subsaariana, devido ao crescimento populacional e a crises prolongadas. A Unesco enfatiza que mais de uma em cada seis crianças vive em áreas afetadas por conflitos, aumentando o número de jovens fora da escola.
Conclusão e Recomendações
Com o prazo de 2030 se aproximando, a Unesco recomenda que os países integrem suas metas de educação aos processos de planejamento e orçamento, utilizando dados disponíveis para monitorar a participação e a equidade na educação. O relatório conclui que, apesar dos progressos, ainda há um longo caminho a percorrer para garantir educação de qualidade para todos.
Opinião
A crise educacional global exige ações imediatas e efetivas. É fundamental que governos e instituições se unam para garantir que todas as crianças tenham acesso à educação, não apenas como um direito, mas como uma necessidade para o futuro.





