Luiz Rubini, ex-sócio do Grupo Fictor, é alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) realizada em 25 de março de 2026. A operação investiga um esquema de suposta lavagem de dinheiro e fraudes financeiras que podem ultrapassar a marca de R$ 500 milhões. Rubini, que integra o Conselhão do governo Lula até março de 2027, foi alvo de mandados de busca e apreensão e teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados.
Detalhes da Operação
A ação da PF envolveu o cumprimento de 21 mandados de prisão e 43 mandados de busca e apreensão em locais como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Até o momento, pelo menos 14 pessoas foram presas. A Justiça também determinou o bloqueio de bens de Rubini e de outros envolvidos, totalizando até R$ 47 milhões, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros.
Conexões e Implicações
O Conselhão, órgão consultivo da Presidência da República, foi retomado por Lula em 2023 e conta com mais de 240 representantes da sociedade civil. Rubini, que foi sócio do CEO do Fictor, Rafael Góis, é apontado como um dos principais alvos da investigação. A PF investiga possíveis ligações com facções criminosas, como o Comando Vermelho, e a cooptação de funcionários de bancos, incluindo a Caixa Econômica Federal.
Reações e Defesas
Em meio às investigações, surgiu a informação de que Rubini foi indicado para o Conselhão por Fábio Luis da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente. A defesa de Lulinha negou qualquer relação comercial entre ele e Rubini, afirmando que a menção ao nome de Fábio é uma tentativa de associá-lo a escândalos sem fundamento. O Grupo Fictor também confirmou que Góis foi alvo de mandados de busca e apreensão, mas ainda não se manifestou sobre o conteúdo dos autos do processo.
Opinião
A situação de Luiz Rubini levanta questões sérias sobre a integridade das instituições e a necessidade de transparência nas relações entre o governo e o setor privado.





