Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro, renunciou ao cargo no dia 23 de março de 2026, em um movimento estratégico para se lançar como pré-candidato ao Senado. A decisão ocorre na véspera do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode resultar na cassação de seu mandato e torná-lo inelegível.
Em sua declaração de renúncia, Castro expressou: “Hoje eu encerro o meu tempo à frente do governo do estado. Vou em busca de novos projetos. Sou pré-candidato ao Senado. Saio de cabeça erguida e de forma grata”.
Contexto Político e Sucessão
O vice-governador, Thiago Pampolha, havia renunciado em maio de 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Normalmente, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, deveria assumir o governo, mas ele foi afastado pelo STF devido a investigações relacionadas ao vazamento de informações sigilosas.
Com a situação, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto, assume interinamente o governo e terá a responsabilidade de organizar a eleição indireta na Alerj para escolher quem comandará o estado até a definição de um novo governador.
Julgamento no TSE e Implicações
O TSE investiga Cláudio Castro, Thiago Pampolha, Rodrigo Bacellar e outras 10 pessoas por suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. A acusação envolve a contratação de 27 mil funcionários temporários que atuariam como cabos eleitorais.
A ministra Isabel Gallotti, relatora do caso, já votou pela cassação do mandato de Castro, afirmando que ele teve um “papel central” na articulação de um esquema ilícito. O julgamento, que ainda precisa da votação de outros ministros, será retomado no dia 24 de março.
Opinião
A renúncia de Cláudio Castro e as investigações em curso levantam questões críticas sobre a integridade do processo eleitoral no Rio de Janeiro e o futuro político do estado.





