O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará do lançamento oficial do caça F-39E no dia 25 de março de 2026, em um evento que marca a produção de uma aeronave totalmente fabricada no Brasil. A história desse projeto inovador começou em 2013, quando o Brasil decidiu adquirir 36 caças para a Força Aérea Brasileira e a fabricante sueca Saab venceu a licitação.
Transferência de Tecnologia como Cláusula Essencial
A vitória da Saab se deu principalmente pela promessa de transferência de tecnologia, uma cláusula essencial do contrato. Isso permitiu que a aeronave fosse fabricada em solo brasileiro, com a Embraer participando ativamente do processo. Concorrentes como a Boeing, que ofereceu o F-18 Super Hornet, e a Dassault, produtora do Rafale, não conseguiram garantir a mesma abertura tecnológica.
Desenvolvimento Conjunto e Formação de Engenheiros
A transferência de tecnologia não apenas possibilitou a fabricação do Gripen no Brasil, mas também envolveu a participação de engenheiros brasileiros no desenvolvimento do projeto. O economista Marcos José Barbieri Ferreira, da Unicamp, destacou que a escolha do Gripen foi estratégica, pois permitiu que especialistas da FAB e de empresas brasileiras colaborassem na construção da aeronave, gerando conhecimento e capacitação local.
Ruptura com a Tradição dos Mirage
A compra do Gripen representa uma ruptura com a tradição dos caças Mirage, que até então eram os principais aviões de combate da Força Aérea Brasileira. A decisão de optar por um modelo em desenvolvimento, em vez de um já consolidado, foi vista como um passo audacioso para a soberania tecnológica do Brasil.
Opinião
A fabricação do caça F-39E no Brasil é um marco importante que demonstra a capacidade do país em desenvolver tecnologia de ponta e formar profissionais qualificados na indústria aeronáutica.





