Romeu Zema (Novo) renunciou ao governo de Minas Gerais em 22 de outubro, passando o comando do Estado a seu vice, Mateus Simões (PSD). Na cerimônia de transmissão de cargo, Zema, que é pré-candidato à Presidência da República, fez um discurso em tom eleitoral, criticando o governo Lula (PT).
Críticas ao governo federal
Durante seu discurso, Zema resgatou suas ações em Minas desde que assumiu o governo em 2019 e afirmou que é necessário fazer o mesmo pelo Brasil. “Ninguém aguenta mais a farra da corrupção, ninguém aguenta mais viver com medo… O Brasil está sendo destruído por esse governo que está lá em Brasília”, declarou. Ele enfatizou que o problema do Brasil não é a falta de recursos, mas sim a “sobra de ladrão”.
Transição de governo
O novo governador Mateus Simões fez agradecimentos a Zema em seu discurso de posse na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Ele afirmou que pretende continuar as obras e programas iniciados por Zema, mas também criticou o governo federal ao falar sobre a ponte sobre o Rio Grande, que está com fissuras e foi interditada. Simões destacou que a reforma será bancada com recursos de Minas e São Paulo, pois não pode contar com a ajuda do governo federal.
Cenário eleitoral
Simões, que é pré-candidato ao Palácio Tiradentes, não está bem posicionado nas pesquisas. Segundo a pesquisa Real Time Big Data, o senador Cleitinho (Republicanos) lidera com 30% a 40% dos votos, enquanto Simões aparece com apenas 9% a 19% nas intenções de voto.
Opinião
A renúncia de Zema e suas críticas ao governo federal refletem a polarização política atual e a busca por um novo caminho para Minas Gerais e o Brasil.





