O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expressou sua crítica ao envio do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a Penitenciária Federal em Brasília. Mendes também se manifestou contra o vazamento ilegal das conversas obtidas a partir da quebra de sigilo dos celulares de Vorcaro, apreendidos pela Polícia Federal (PF).
Decisão sobre a prisão de Vorcaro
As declarações de Mendes foram feitas durante o seu voto pela manutenção da prisão de Vorcaro, que terminou com um placar de 4 a 0. Para o ministro, a decisão de transferir o banqueiro para um presídio de segurança máxima foi ilegal. Ele destacou que não havia justificativas adequadas para a manutenção de Vorcaro nesse regime carcerário, afirmando: “A toda evidência, parece-me não ter sido devidamente caracterizada nenhuma das hipóteses da Lei 11.671/2008 para manutenção do investigado Daniel Bueno Vorcaro sob custódia”.
Vazamentos e suas consequências
Gilmar Mendes criticou ainda o vazamento de conversas íntimas de Vorcaro, que foram amplamente divulgadas pela imprensa após a autorização de acesso pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS. O ministro condenou a disseminação de informações que não tinham interesse público, que resultaram na ridicularização do banqueiro e de terceiros envolvidos.
Mudança de advogado e delação premiada
Na semana passada, após a formação da maioria de votos para manter sua prisão, Vorcaro decidiu mudar de advogado, substituindo Pierpaolo Bottini por José Luis Oliveira, um dos criminalistas mais conhecidos do país. Essa mudança indica a intenção de Vorcaro de assinar um acordo de delação premiada.
Prisão domiciliar para Fabiano Zettel
Mendes também defendeu que o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, que também está preso, cumpra prisão domiciliar, considerando que ele é pai de uma menor de idade e sua esposa está grávida. Mendes argumentou que a situação familiar de Zettel deve ser reavaliada e que a prisão domiciliar é uma alternativa viável.
Opinião
A discussão sobre a legalidade das prisões e os vazamentos de informações sensíveis revela a complexidade dos processos judiciais e a necessidade de proteção dos direitos individuais, mesmo em casos de grande repercussão.





