O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido de helicóptero na noite do dia 19 de outubro da Penitenciária Federal em Brasília para a superintendência da Polícia Federal (PF) na capital federal. Essa transferência foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o relator das investigações sobre as fraudes no Master.
A mudança de local de prisão marca um passo significativo nas tratativas para um possível acordo de delação premiada, que Vorcaro começou a considerar após trocar de advogado. Com essa transferência, os investigadores terão acesso direto ao banqueiro e seus advogados, sem as barreiras de segurança da penitenciária federal, que é um presídio de segurança máxima.
Investigação e delação
Vorcaro deverá ficar preso na mesma sala onde o ex-presidente Jair Bolsonaro foi custodiado antes de sua transferência para a Papudinha. Os próximos passos na negociação de delação seguirão em sigilo, mas ele já aceitou assinar um compromisso de confidencialidade com a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Na semana anterior à sua transferência, Vorcaro foi preso novamente no dia 4 de outubro, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), um banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF).
Mendonça atendeu ao pedido de prisão feito pela PF após novos dados da investigação revelarem que Vorcaro teria dado ordens diretas a outros acusados para intimidar jornalistas, ex-empregados e empresários, além de ter tido acesso prévio ao conteúdo das investigações.
Opinião
A transferência de Vorcaro para a PF poderá acelerar o desfecho das investigações, trazendo à tona informações cruciais sobre as fraudes no Banco Master.





