O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) anunciou que o senador Sergio Moro (União-PR) deixará a federação União Progressista para se filiar ao Partido Liberal na próxima terça-feira, 24 de março de 2026. A confirmação da saída de Moro ocorreu após um encontro entre ele e o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), onde foi firmado um acordo de apoio mútuo.
Barros, que é o líder do Progressistas, afirmou que a saída de Moro permitirá que a federação defina os próximos passos nas eleições deste ano no Paraná, o quinto maior colégio eleitoral do Brasil. “Existe a probabilidade de que a federação permaneça sem candidatos até que possamos decidir o destino da nossa coligação nas convenções que acontecerão a partir de julho deste ano”, declarou Barros.
A federação União Progressista ainda depende da homologação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ser oficializada na disputa eleitoral de outubro. A saída de Moro foi desencadeada pela necessidade de uma sigla que abrigasse sua pré-candidatura ao governo do Paraná.
O acordo com Flávio Bolsonaro também é estratégico, já que o presidenciável garante um palanque forte no estado, especialmente após a ruptura com o grupo político do governador Ratinho Junior (PSD). Barros não descarta novas filiações para a construção da chapa paranaense, embora tenha perdido o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, que se filiou ao MDB em 19 de março de 2026.
A presidente do Progressistas no Paraná, Maria Victoria, ressaltou que a posição da federação será definida em conjunto com o novo comando paranaense do União Brasil, indicando uma construção política compartilhada entre as siglas.
Opinião
A movimentação de Sergio Moro no cenário político paranaense promete agitar as eleições, especialmente com a nova aliança com Flávio Bolsonaro, que pode influenciar significativamente o resultado das urnas.





