A ameaça de uma nova greve nacional de caminhoneiros deixa o governo em estado de alerta pelo risco de se repetir o cenário de caos provocado pela paralisação de 2018. Na ocasião, a greve, que durou dez dias, foi motivada principalmente pela alta constante do preço do diesel e pela política de reajustes adotada pela Petrobras.
O impacto da greve de 2018
Iniciada em 21 de maio de 2018, a mobilização rapidamente paralisou setores inteiros da economia. O preço do diesel subiu 56,5%, de R$ 1,50 para R$ 2,35 por litro, e em 27 de maio, mais de 90% dos postos de gasolina estavam desabastecidos. A produção industrial caiu 10,9% em maio de 2018, refletindo a gravidade da situação.
Reações do governo e consequências
O governo federal, sob pressão, anunciou um pacote de concessões em 27 de maio para pôr fim à greve, estimando o custo fiscal do acordo em R$ 13,5 bilhões. O acordo incluiu a criação de uma tabela de preço mínimo de frete, que foi uma das vitórias mais comemoradas pelos caminhoneiros. No entanto, a decisão não foi bem recebida por embarcadores e pela indústria, levando o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF).
As consequências para a Petrobras
A greve teve ainda consequências institucionais. Pedro Parente, que havia assumido a Petrobras com a promessa de independência técnica, pediu demissão em 2018. Sua saída foi comemorada por centrais sindicais, mas provocou uma queda de 34,6% no valor das ações da Petrobras, resultando em uma perda de R$ 126 bilhões em valor de mercado.
Opinião
A possibilidade de uma nova greve de caminhoneiros é um alerta para o governo, que deve agir rapidamente para evitar repetir os erros do passado e garantir a estabilidade econômica.





