Economia

FGV-Ibre alerta: fim da escala 6×1 pode custar até 16% do PIB brasileiro

FGV-Ibre alerta: fim da escala 6x1 pode custar até 16% do PIB brasileiro

Estudos recentes alertam que o eventual fim da escala 6×1, uma das prioridades do governo Lula neste ano eleitoral, pode ter consequências econômicas devastadoras. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre), essa mudança pode custar até 16% do PIB brasileiro, superando os 7,4% registrados durante a recessão entre 2014 e 2016.

A proposta, que chegou ao Congresso Nacional em novembro de 2024, pode resultar na eliminação de até 640 mil vagas formais e um aumento do custo do trabalho em até 22%. Além disso, as perdas estimadas em faturamento podem alcançar R$ 2,9 trilhões, com um impacto de R$ 480 bilhões na massa salarial.

Danos comparáveis à recessão de 2014-2016

O estudo da FGV-Ibre, realizado pelo economista Daniel Duque, aponta que a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais poderia causar perdas econômicas imediatas de 2,6% do PIB. Se a jornada fosse fixada em 36 horas, as perdas poderiam chegar a 7,4%.

Impactos no mercado de trabalho

O Centro de Liderança Pública (CLP) também divulgou que a redução da jornada pode resultar em uma queda de 0,7% na produtividade por trabalhador e uma redução de 1,1% nos empregos formais, totalizando cerca de 640 mil vagas. O impacto econômico seria de R$ 88 bilhões em atividades que deixariam de ser geradas.

Consequências para a indústria e comércio

Estudos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) indicam que o Brasil já enfrenta desafios de produtividade, e o fim da escala 6×1 poderia causar perdas de até R$ 2,9 trilhões em faturamento, além de 18 milhões de empregos e R$ 115 bilhões em impostos.

Opinião

As projeções indicam que o fim da escala 6×1 pode gerar um impacto econômico profundo, exigindo uma análise cuidadosa das consequências para o mercado de trabalho e a economia como um todo.