O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira, 16, que pediu para adiar a cúpula com o líder chinês Xi Jinping por um mês ou mais. O motivo, segundo Trump, é a necessidade de permanecer em Washington devido à guerra no Oriente Médio.
A cúpula estava programada para ocorrer entre os dias 31 de março e 2 de abril. Trump aproveitou a oportunidade para reiterar suas críticas à China, que, segundo ele, não tem apoiado os esforços para a liberação do Estreito de Ormuz, uma área estratégica para o fluxo de petróleo mundial.
“Eles deveriam estar nos ajudando”, afirmou Trump, referindo-se também ao Japão e à Coreia do Sul. O presidente americano expressou sua preocupação com a falta de clareza sobre se a China se juntaria aos esforços para garantir a segurança do Estreito de Ormuz. “Gostaríamos de saber antes disso. Duas semanas é muito tempo”, disse.
Além disso, Trump convocou aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para um esforço conjunto mais amplo visando reabrir o Estreito de Ormuz. Ele se mostrou surpreso com a lentidão dos aliados em se mobilizar em relação ao conflito. Trump ainda criticou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, por sua resistência em relação ao Irã.
“Disse a ele, Starmer, que não queremos seus porta-aviões”, declarou Trump. O presidente também alertou que o Irã poderia usar armamento nuclear contra Israel assim que estivesse pronto. Ele afirmou que o conflito no Oriente Médio acabará “em breve”, mas não se comprometeu a declarar o fim das ações militares nesta semana.
“Prestamos um serviço ao mundo, caso contrário, haveria uma guerra nuclear”, comentou Trump sobre os ataques ao Irã. Ele levantou a questão de quando o país usaria bombas nucleares, mencionando que isso poderia ocorrer em questão de horas ou dias.
Trump também afirmou que as forças militares americanas destruíram fábricas de mísseis do Irã e que mais ações estão por vir, ameaçando que algo poderia acontecer com os oleodutos na ilha de Kharg.
Opinião
O adiamento da cúpula de Trump com Xi Jinping revela a complexidade das relações internacionais e a pressão que os conflitos no Oriente Médio exercem sobre a diplomacia global.






