Em um cenário de tensão política, Gilson Machado, ex-ministro do Turismo durante o governo de Jair Bolsonaro, protocolou um pedido de explicações no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal Coronel Meira, do PL de Pernambuco. A ação se baseia em declarações de Meira, que acusou Machado de ter ‘vendido’ o ex-presidente por R$ 10 milhões.
A petição foi protocolada no dia 9 de março de 2026 e o caso foi distribuído ao ministro Gilmar Mendes. Durante suas declarações, Coronel Meira afirmou: “Gilson Machado vendeu Messias, Jair Messias Bolsonaro, por mais de 10 milhões de reais”. Essa afirmação, segundo Machado, sugere favorecimento indevido relacionado ao seu grupo musical.
Além disso, Machado mencionou que as falas de Meira também envolvem o ministro Alexandre de Moraes, insinuando que as restrições impostas a ele foram retiradas na mesma data em que assinou com o Podemos.
É importante destacar que Gilson Machado deixou o PL para se juntar ao Podemos, afirmando que não queria estar em um partido onde não se sentia acolhido. O PL em Pernambuco, sob a presidência de Anderson Ferreira, lançou sua candidatura, o que levou Machado a se afastar da legenda, apesar de ter o aval de Bolsonaro para concorrer ao Senado.
O Código Penal brasileiro permite que indivíduos solicitem explicações em juízo quando sentem que foram ofendidos por declarações que podem caracterizar crime contra a honra. Caso as explicações não sejam satisfatórias, o ofendido pode buscar uma condenação criminal e indenização por danos morais.
Opinião
A situação entre Gilson Machado e Coronel Meira evidencia as tensões internas no PL e os desafios enfrentados por políticos ao tentarem se reposicionar em um cenário político em constante mudança.






