O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que o assessor do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, Darren Beattie, só poderá entrar no Brasil se o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tiver permissão para entrar nos Estados Unidos. Lula enfatizou que Beattie, que planejava visitar Jair Bolsonaro, está proibido de vir ao Brasil até que os vistos de Padilha, que foram bloqueados, sejam liberados.
Recentemente, os Estados Unidos cancelaram os vistos da esposa e da filha de 10 anos de Padilha, situação que se agrava uma vez que o visto do ministro já estava vencido no ano passado. Lula afirmou: “Padilha, esteja certo que você está sendo protegido”.
Visita negada
Na quinta-feira (14), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou o pedido de Bolsonaro para receber Beattie em visita. Moraes argumentou que a visita não foi comunicada à diplomacia brasileira e não faz parte da agenda oficial a ser cumprida no Brasil.
Ingerência e pedido de autorização
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, alertou que a visita de Beattie a Bolsonaro poderia ser interpretada como uma “indevida ingerência” em assuntos internos do Brasil. Essa declaração foi feita em um ofício enviado ao STF. A visita de Beattie está agendada para os dias 16 ou 17 de outubro, conforme solicitado pela defesa de Bolsonaro, que também pediu a presença de um tradutor durante o encontro.
Opinião
A situação revela as complexas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, especialmente em um ano eleitoral, onde cada movimento pode ter repercussões significativas.






