Donald Trump se manifestou nesta quinta-feira, 12 de outubro de 2023, sobre a desistência do Irã de participar da Copa do Mundo. O presidente dos Estados Unidos, um dos três países a sediar o torneio junto com México e Canadá, afirmou que a seleção é bem-vinda em solo americano, mas aconselhou os iranianos a não participarem do evento da Fifa.
O Irã vive um contexto de guerra no Oriente Médio após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel. A ofensiva, que teve início no começo deste mês, resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país por mais de 30 anos. Trump disse: “A seleção iraniana de futebol é bem-vinda à Copa do Mundo, mas, sinceramente, não acho apropriado que eles estejam lá, considerando a segurança e as próprias vidas dos participantes. Agradeço a atenção dispensada a este assunto!” em uma publicação na rede social Truth Social.
Na quarta-feira, o ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Doyanmali, afirmou que a seleção estava impossibilitada de participar da Copa do Mundo devido à guerra. Ele declarou: “Dado que este governo corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, não há condições para que participemos da Copa do Mundo”. Segundo Doyanmali, “duas guerras nos foram impostas em oito ou nove meses, e milhares de nossos cidadãos foram mortos”.
A seleção iraniana tem jogos marcados em Inglewood, na Califórnia, contra Nova Zelândia e Bélgica, nos dias 15 e 21 de junho de 2024, e na cidade de Seattle, em Washington, contra o Egito, no dia 26 de junho. O regulamento da Fifa prevê uma multa mínima de 250 mil francos suíços (aproximadamente R$ 1,6 milhão) para a equipe que abandonar o torneio.
Com a confirmação da desistência do Irã, a entidade pode optar por manter o grupo originalmente ocupado pela seleção iraniana com apenas três seleções ou convidar outro país para preencher a vaga. Emirados Árabes Unidos e Iraque são os países com mais chances de herdar a vaga dos iranianos, caso a Fifa escolha pela inclusão de uma seleção substituta.
Guerra no Oriente Médio
A guerra entre os Estados Unidos e o Irã começou no fim de fevereiro de 2026, quando forças americanas e israelenses lançaram uma série de ataques contra instalações militares e estratégicas iranianas. O aiatolá Ali Khamenei foi morto no primeiro dia de conflito, e seu filho, Mojtaba Khamenei, foi escolhido como sucessor. EUA e Irã mantêm uma longa rivalidade política, e o ataque foi planejado pelo primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e pelo presidente americano, Donald Trump, em meados de fevereiro.
Após os primeiros ataques, o Irã retaliou, atacando bases dos EUA e aliados na região do Golfo. O confronto também atingiu rotas estratégicas de energia, como o Estreito de Ormuz, que é crucial para o transporte de petróleo mundial, aumentando o risco de impactos econômicos globais. Até agora, a guerra provocou milhares de mortes e destruição no Irã e na região, sem expectativa de cessar-fogo.
Opinião
A situação do Irã e sua desistência da Copa do Mundo refletem a complexidade das relações internacionais em tempos de conflito, onde o esporte se torna um reflexo das tensões políticas.






