O Ministério da Terra, Infraestrutura e Transportes da Coreia do Sul está sob intensa pressão após a auditoria que revelou a negligência de padrões de segurança por mais de 20 anos, resultando em uma tragédia aérea que custou a vida de 179 pessoas no acidente com o Boeing 737-800 da Jeju Air em dezembro de 2024.
Falhas Estruturais e Tragédia
A auditoria estatal, realizada após as investigações do acidente, destacou que em 2003 o ministério autorizou a construção de um aterro de concreto de quase 2,4 metros de altura para elevar o localizador do sistema de pouso por instrumentos. Essa estrutura, em vez de ser uma solução segura, tornou-se um fator que agravou a destruição da fuselagem da aeronave durante o impacto, que ocorreu após a colisão com aves.
Os únicos sobreviventes do acidente foram dois comissários de bordo, que estavam na parte traseira do avião. O relatório indicou que a colisão poderia não ter sido tão mortal se a estrutura não estivesse presente.
Problemas Sistêmicos nos Aeroportos
A auditoria revelou que o problema estrutural é sistêmico, com 14 instalações de localizador identificadas como fora de conformidade em diversos aeroportos sul-coreanos, incluindo o Aeroporto Internacional de Jeju, um dos mais movimentados do mundo. Entre 2019 e 2024, um programa de modernização da Korea Airports Corporation (KAC) acabou reforçando essas bases, aumentando o risco em casos de pouso de emergência.
Irregularidades no Controle de Colisões com Aves
Além disso, o relatório expôs sérios problemas no controle de colisões com pássaros, com cerca de 30 casos de irregularidades notificados ao ministério, que vão desde treinamento insuficiente dos pilotos até falhas nos procedimentos de emergência.
As autoridades sul-coreanas prometeram sanções disciplinares aos responsáveis e a correção imediata das instalações pendentes. No entanto, a área com o localizador em Muan permanece preservada para a continuidade das investigações criminais.
Opinião
É alarmante que a negligência em segurança tenha levado a uma tragédia tão devastadora, ressaltando a necessidade urgente de reformas no setor aéreo sul-coreano.






