O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em 12 de outubro de 2023 que o Irã não deveria participar da próxima Copa do Mundo na América do Norte. Essa afirmação ocorreu poucos dias após Trump ter dito ao chefe da Fifa (Federação Internacional de Futebol) que a seleção iraniana seria bem-vinda, apesar da situação tensa no Oriente Médio.
Trump afirmou em sua plataforma Truth Social: “A seleção nacional de futebol do Irã é bem-vinda à Copa do Mundo, mas eu realmente não acredito que seja apropriado que eles estejam lá, por sua própria vida e segurança”.
Desistência do Irã
As declarações de Trump surgem logo após o ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, anunciar que a seleção não participará da Copa do Mundo de 2026. O motivo para essa decisão é a morte do aiatolá Ali Khamenei, em meio a um contexto de conflitos envolvendo os Estados Unidos e Israel.
Donyamali declarou à televisão estatal que, “considerando que esse regime corrupto (dos Estados Unidos) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância podemos participar da Copa do Mundo”. Ele acrescentou que “nossas crianças não estão seguras” e que as condições para a participação do Irã não existem.
Futuro da Vaga do Irã
O Irã se classificou para a Copa do Mundo pelas eliminatórias da Ásia, ao lado de seleções como Arábia Saudita, Qatar e Japão. A Copa do Mundo de 2026 ocorrerá entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México, com jogos do Irã programados em Los Angeles e Seattle contra Bélgica, Nova Zelândia e Egito.
A Fifa deverá aguardar o resultado da repescagem para decidir sobre a vaga do Irã. Se a desistência for oficializada, a entidade tomará as ações necessárias, conforme o regulamento da competição.
Opinião
A situação do Irã na Copa do Mundo reflete não apenas questões esportivas, mas também profundas tensões políticas que podem impactar o cenário internacional.






