A Raízen, uma das maiores produtoras mundiais de etanol e biomassa de cana-de-açúcar, apresentou um pedido de recuperação extrajudicial no dia 11 de outubro. A empresa, que controla 35 usinas de produção, enfrenta dívidas que superam R$ 65,1 bilhões.
De acordo com a companhia, a proposta de renegociação foi acordada com seus principais credores, que detêm mais de 47% das dívidas quirografárias. Este percentual é superior ao quórum mínimo legal de um terço, o que permite o ajuizamento do pedido de recuperação.
Prazo e Estratégia de Recuperação
O grupo terá um prazo de 90 dias para homologar seu plano de recuperação, assegurando a vinculação de 100% dos créditos sujeitos aos novos termos de pagamento. A iniciativa não inclui dívidas com clientes, fornecedores e parceiros, que continuarão a ser cumpridas normalmente.
O plano de recuperação poderá envolver a capitalização do Grupo Raízen por seus acionistas, a conversão de parte das dívidas em participação acionária e reorganizações societárias. A companhia também poderá optar pela venda de ativos para melhorar sua situação financeira.
Impacto e Operações
Com mais de 45 mil colaboradores e 15 mil parceiros de negócios, a Raízen anunciou uma receita líquida de R$ 255,3 bilhões na safra 2024/2025. A empresa afirmou que suas operações seguem sendo conduzidas normalmente, buscando tranquilizar acionistas e parceiros comerciais sobre a continuidade dos negócios.
Opinião
A recuperação extrajudicial da Raízen destaca os desafios enfrentados por grandes empresas no cenário econômico atual, refletindo a necessidade de reestruturações estratégicas para garantir a sustentabilidade a longo prazo.






