Na manhã de 11 de outubro, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), através do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou a Operação Pombos Sem Asas, cumprindo 35 mandados de prisão e 5 mandados de busca e apreensão contra a facção criminosa PCC em presídios de Campo Grande e nos estados de São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Norte.
A investigação revelou um esquema de corrupção de servidor público que recebia propina para facilitar a entrada de drogas e celulares nas unidades prisionais. O servidor, responsável pela vigilância externa das torres do presídio, permitia o arremesso de pacotes contendo entorpecentes e celulares por cima dos muros, em troca de vantagens financeiras de internos e familiares ligados ao PCC.
O trabalho investigativo teve início após o compartilhamento de provas obtidas em apuração anterior, que resultou na expulsão de um policial militar por corrupção. A operação revelou um esquema estruturado que garantia o fluxo de materiais ilícitos no complexo penitenciário de Campo Grande.
Os detentos coordenavam a logística externa dos arremessos, que eram executados por membros da facção em liberdade. Além disso, a rede criminosa utilizava contas bancárias para movimentar valores do tráfico e pagar subornos, visando fortalecer a atuação do PCC no Estado.
A operação contou com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e da Gerência de Inteligência Penitenciária da Agepen, além do suporte operacional da Polícia Militar, através de equipes do Batalhão de Choque, Batalhão de Operações Especiais e Forças Táticas.
Opinião
A Operação Pombos Sem Asas é um passo importante no combate à corrupção e ao tráfico de drogas dentro dos presídios, mostrando a necessidade de ações firmes para desmantelar organizações criminosas como o PCC.






