Uma grande operação do Ministério Público do Rio de Janeiro, deflagrada em 10 de outubro de 2023, visa desmantelar um esquema de proteção ao bicheiro Rogério de Andrade, um dos principais nomes do jogo do bicho no estado. Desde 29 de outubro de 2024, Andrade está preso no presídio federal de Campo Grande, mas continua a ser considerado uma figura central na organização criminosa.
A operação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), resultou na expedição de 20 mandados de prisão preventiva contra policiais e outros agentes suspeitos de atuar na proteção de Rogério. Até o início da manhã, 15 policiais já haviam sido presos, incluindo policiais militares, penais e um policial civil aposentado.
Investigação e Cumprimento de Mandados
A investigação revelou que os agentes públicos estavam envolvidos na proteção de estabelecimentos que exploravam jogos de azar, especialmente na região de Bangu, na zona oeste do Rio. Os mandados judiciais foram cumpridos em diversas cidades, como Belford Roxo e Duque de Caxias, e foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital.
Segundo informações do Ministério Público, 19 policiais foram denunciados por sua participação no esquema. Esses agentes utilizavam suas posições para favorecer as atividades ilegais do grupo, evitando fiscalizações e garantindo segurança aos locais de exploração.
Histórico de Rogério de Andrade
Rogério de Andrade é sobrinho de Castor de Andrade, uma das figuras mais proeminentes do jogo do bicho no Rio. Castor faleceu em 1997, e sua morte desencadeou uma disputa familiar pela herança, marcada por assassinatos e rivalidades. Rogério foi acusado de ser o mandante do assassinato de Fernando Iggnácio, em 2020, um crime que também está ligado às disputas familiares.
A transferência de Rogério para o presídio federal em Campo Grande ocorreu em 12 de novembro de 2024, após a justiça considerar que sua permanência em um presídio de segurança máxima era necessária para evitar interferências nas investigações.
Opinião
A operação destaca a necessidade de combater a corrupção dentro das instituições de segurança pública e reforça a importância de ações efetivas para desmantelar organizações criminosas que operam no estado.






