O Dia Internacional da Mulher, celebrado no último domingo, 8 de março, foi marcado por mais um caso de feminicídio em Mato Grosso do Sul. A indígena Ereni Benites, de 44 anos, morreu carbonizada após a casa onde morava pegar fogo durante a madrugada, em uma aldeia no município de Paranhos.
O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, de 52 anos, que foi preso em flagrante pela polícia. De acordo com o boletim de ocorrência, equipes policiais foram acionadas por volta da 1h da madrugada após a informação de um incêndio em uma residência localizada na aldeia.
Com a possibilidade de haver vítima no interior do imóvel, foram mobilizadas equipes da Perícia Criminal e do Instituto Médico Legal (IML) para atender a ocorrência. No local, foi constatado que Ereni Benites morreu dentro da própria casa, atingida pelas chamas.
Informações preliminares indicam que, antes do incêndio, a vítima estava em uma residência próxima consumindo bebida alcoólica com outras pessoas. Em determinado momento, ela retornou para sua casa, e pouco tempo depois, o imóvel foi tomado pelo fogo, resultando em sua morte.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do incêndio e a dinâmica do crime. Testemunhas que estiveram com a vítima antes do ocorrido devem ser ouvidas para esclarecer os detalhes. Durante as diligências iniciais, o ex-companheiro da vítima foi apontado como suspeito e acabou preso em flagrante.
Escalada de Feminicídios
Com a morte de Ereni Benites, Mato Grosso do Sul passa a registrar sete feminicídios em pouco mais de 50 dias de 2026. Levantamento recente aponta que, entre janeiro e o início de março, o estado já havia contabilizado seis casos em diferentes municípios, muitos deles cometidos por companheiros ou ex-companheiros das vítimas.
A morte mais recente antes deste caso ocorreu no dia 7 de março, em Anastácio, onde Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa. O principal suspeito é o marido da vítima, que acabou preso após confessar o crime.
Opinião
A situação alarmante dos feminicídios em Mato Grosso do Sul exige uma resposta contundente das autoridades e uma reflexão profunda sobre a violência de gênero na sociedade.






