O Brasil, sob a gestão do presidente Lula, enfrenta um cenário econômico alarmante, com um recorde de 81,2 milhões de pessoas inadimplentes em janeiro de 2026. Este número, segundo a Serasa Experian, representa quase metade da população adulta do país.
A inadimplência média no Brasil chegou a 4,2%, o maior índice desde o início da série histórica do Banco Central em março de 2011. No crédito livre, esse índice ultrapassa 5%, refletindo um agravamento da crise financeira.
Cenário de endividamento e recuperação judicial
O endividamento das famílias brasileiras também é preocupante, com um fechamento de 2025 indicando que 49,7% da renda está comprometida com dívidas. Além disso, o número de empresas em recuperação judicial atingiu 5.680 no final de dezembro de 2025, um aumento de 24,3% em relação ao ano anterior, com dívidas totais somando R$ 40 bilhões.
A taxa Selic se manteve em 15% durante grande parte de 2025, contribuindo para um aumento de 28% nas insolvências empresariais. Especialistas, como Luca Moneta da Allianz Trade, projetam um novo aumento de 5% nas insolvências em 2026.
Pressão fiscal e juros altos
O cenário é severamente impactado pela combinação de juros elevados e uma política fiscal expansionista. A taxa média das concessões de crédito chegou a 32,8% ao ano, o maior índice desde novembro de 2016. Para pessoas físicas, o custo médio do crédito subiu para 38% ao ano, enquanto no crédito livre chegou a 47,8%.
Além disso, uma recente decisão do STJ permite que a Fazenda Pública solicite a falência de empresas por falta de pagamento de tributos, dificultando ainda mais a recuperação das empresas já fragilizadas.
Impacto da guerra no Irã
Com o aumento das tensões geopolíticas, a guerra no Irã pode agravar a situação econômica do Brasil. Especialistas alertam que, se o conflito se prolongar, o impacto macroeconômico poderá ser significativo, exacerbando a inadimplência e a crise financeira.
Opinião
O Brasil se encontra em uma encruzilhada econômica, onde as decisões políticas e a situação externa poderão definir o futuro financeiro do país e de milhões de brasileiros.






