No Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, centenas de mulheres se reuniram em Brasília para protestar contra os altos índices de feminicídio no Brasil e a gestão do governo de Ibaneis Rocha. Com cartazes que clamavam “Parem de Nos Matar”, as manifestantes se concentraram próximo à Torre de TV, denunciando a violência de gênero e exigindo mudanças significativas.
Feminicídio em Números Alarmantes
Os dados são alarmantes: em 2025, foram registrados 1.568 feminicídios no Brasil, um crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A coordenadora do grupo de maracatu Baque Mulher Brasília, Raquel Braga Rodríguez, destacou a urgência de políticas públicas efetivas para combater essa violência, mencionando o Pacto Nacional contra o Feminicídio que foi lançado pelo governo.
Críticas ao Governo e à Escala 6×1
A manifestação também criticou a escala de trabalho 6×1, que impõe seis dias de trabalho seguidos por um dia de descanso, considerada especialmente difícil para as mulheres que já enfrentam jornadas duplas. Jolúzia Batista, da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), reclamou da falta de recursos para políticas públicas de proteção às mulheres e denunciou a corrupção como um dos obstáculos para a melhoria das condições de vida.
Investigações e Denúncias
A Polícia Federal está investigando a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB), o que também foi mencionado durante o protesto. A falta de verba para políticas de proteção às mulheres no DF foi um dos pontos centrais levantados pelas ativistas.
Presença de Militantes e Avanços na Luta
Aos 88 anos, Lydia Garcia, uma histórica militante do movimento de mulheres negras do DF, participou da manifestação, reafirmando a força e a luta das mulheres. Thammy Frisselly, uma das organizadoras do ato, destacou os avanços conquistados nos últimos dez anos, como o aumento no número de delegacias para mulheres e a visibilidade das questões de gênero na sociedade.
Opinião
O protesto de 8 de março em Brasília reflete não apenas a luta contra o feminicídio, mas também a exigência de um governo mais comprometido com a proteção e os direitos das mulheres, que continuam a enfrentar desafios diários em suas vidas.






