O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), anunciou um marco significativo no combate à fome no Brasil, especialmente entre os lares chefiados por mulheres. Neste 8 de março de 2026, data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a taxa de fome em lares liderados por mulheres atingiu 3,6%, enquanto o índice entre lares chefiados por mulheres negras chegou a 4,5%, ambos os menores níveis já registrados.
Dados Históricos e Políticas Públicas
Esse avanço é resultado de políticas públicas estruturadas que priorizaram a inclusão produtiva e a proteção social. A média trienal de 2022 a 2024 mostrou que o Brasil manteve a taxa de risco de subnutrição abaixo de 2,5%. Além disso, a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia) registrou em 2024 o menor índice de insegurança alimentar grave da história, com apenas 3,2% dos domicílios afetados.
A saída do Brasil do Mapa da Fome, anunciada em julho de 2025 pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU), foi consolidada por meio da ampliação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), que viu sua adesão aumentar de 536 municípios em 2022 para 2.152 em 2026.
Impacto nas Comunidades
Para a secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity, esses dados evidenciam que as políticas públicas têm alcançado os grupos mais vulneráveis. “Quando você dá a centralidade para o tema do combate à fome, isso se traduz em ações concretas e efetivas”, afirmou Burity.
Opinião
A redução da fome entre lares chefiados por mulheres negras é um avanço significativo, mas ainda há muito a ser feito para garantir a equidade e a segurança alimentar em todas as camadas da sociedade.





