Economia

Guerra no Irã gera alta de petróleo e afeta economia brasileira; entenda as consequências

Guerra no Irã gera alta de petróleo e afeta economia brasileira; entenda as consequências

A ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada no fim de fevereiro de 2026, trouxe uma onda de instabilidade global que afeta diretamente a economia brasileira. O aumento de 22,9% no preço do barril de petróleo é uma das consequências mais imediatas do conflito, gerando repercussões em diversos setores.

Impactos no preço do petróleo

O aumento do preço do petróleo é impulsionado pelo medo de interrupções no Estreito de Ormuz, uma passagem vital que transporta 20% do petróleo mundial e 25% do gás natural consumido globalmente. A tensão nessa região faz com que os mercados reajam rapidamente, elevando os preços devido aos riscos logísticos e de segurança.

Quem se beneficia com a alta do petróleo?

Com a alta do petróleo, o governo federal e empresas como a Petrobras se beneficiam no curto prazo. A arrecadação de impostos e royalties aumenta, com estimativas de que cada alta de 10 dólares no barril possa injetar bilhões de reais nos cofres públicos, além de melhorar a balança comercial do Brasil, um grande exportador de óleo bruto.

Setores mais afetados pela guerra

Os setores que mais sofrem com a guerra são o setor aéreo e o de transportes. O combustível de aviação já ficou mais caro, levando ao cancelamento de voos. Motoristas de aplicativo e transportadores enfrentam dificuldades devido à demora no repasse de preços, reduzindo seus lucros.

Consequências na produção agrícola

A produção de alimentos no Brasil também pode ser severamente afetada, uma vez que o país depende de fertilizantes importados do Oriente Médio, de onde vem cerca de 35% da ureia utilizada. O custo elevado de transporte desses insumos pode resultar em preços mais altos nos supermercados. Além disso, o Irã é um dos maiores compradores de milho brasileiro, e a demanda pode sofrer uma queda.

Dilema do Banco Central

O Banco Central do Brasil enfrenta um dilema quanto à taxa de juros. Com a alta dos combustíveis e do dólar, a inflação pode aumentar. Antes do conflito, esperava-se um corte maior na taxa Selic, mas agora, o Banco Central pode ser forçado a manter os juros altos ou realizar cortes menores para tentar controlar a inflação, o que pode esfriar o crescimento econômico.

Opinião

A guerra no Irã ressalta a vulnerabilidade da economia brasileira a choques externos, evidenciando a necessidade de diversificação nas fontes de suprimento e maior resiliência econômica.