O modelo de segurança pública de Santa Catarina foi apresentado como referência durante a II Conferência de Segurança Pública – iLab Segurança 2026, realizada em Brasília de 3 a 6 de março. Com o tema “Combate ao crime organizado nos setores produtivos”, o evento reuniu autoridades das principais instituições de segurança pública do país.
Resultados positivos de Santa Catarina
O secretário da Segurança Pública de Santa Catarina, coronel Flávio Graff, participou do painel “Projetos de modernização”, destacando que o estado é o mais seguro do Brasil. Em 2025, Santa Catarina registrou a menor taxa de homicídios do país, com 5,2 casos por 100 mil habitantes, e um índice médio de elucidação de crimes contra a vida de 80%.
Graff ressaltou que a descapitalização de facções criminosas ultrapassou R$ 4,5 bilhões nos últimos três anos, resultado de estratégias operacionais eficientes e integração entre as forças de segurança. O Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP) foi destacado como uma ferramenta crucial para a segurança catarinense, permitindo integração em tempo real entre órgãos de segurança.
Carta de Brasília e apoio à PEC
Durante a conferência, a “Carta de Brasília” foi divulgada, reafirmando o papel do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na articulação entre diferentes esferas do governo para enfrentar o crime organizado. O documento propõe uma agenda institucional integrada, que inclui o fortalecimento do SUSP e a ampliação da cooperação entre agências públicas e o setor privado.
Além disso, o CONSESP manifestou apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 18/2025, considerando-a um avanço importante para a segurança pública no Brasil. O presidente do CONSESP, Jean Francisco Bezerra Nunes, enfatizou a importância do diálogo federativo e da modernização das políticas de segurança.
Opinião
A apresentação de Santa Catarina como modelo em segurança pública durante a conferência reflete a eficácia de suas políticas e a necessidade de replicar tais estratégias em outras regiões do Brasil.






