Economia

Dexco e Quero-Quero enfrentam prejuízos enquanto Caixa e Raízen prosperam

Dexco e Quero-Quero enfrentam prejuízos enquanto Caixa e Raízen prosperam

A turbulência no mercado financeiro se intensifica com os recentes resultados das empresas brasileiras. A Dexco reverteu um lucro de R$ 22,4 milhões no 4º trimestre de 2024 e registrou um prejuízo de R$ 48 milhões no mesmo período de 2025. Essa mudança drástica levanta preocupações sobre a sustentabilidade financeira da fabricante de materiais de construção.

Por outro lado, a Caixa Econômica Federal anunciou um lucro de R$ 15,5 bilhões em 2025, representando uma alta de 10,4%. A carteira de crédito do banco atingiu R$ 1,378 trilhão, com um crescimento de 11,5% em um ano, destacando a força da instituição em um cenário econômico desafiador.

A Raízen, por sua vez, confirmou um aporte de R$ 4 bilhões de seus controladores para o fortalecimento de seu capital. Deste total, R$ 3,5 bilhões foram aportados pelo Grupo Shell e R$ 500 milhões pela família do empresário Rubens Ometto, acionista controlador da Cosan.

Em contraste, a Quero-Quero também reverteu lucro e reportou um prejuízo líquido de R$ 42,7 milhões no 4º trimestre, em comparação com um lucro de R$ 6,3 milhões no ano anterior. Essa reversão acende um alerta sobre o desempenho da varejista de material de construção.

Além disso, a Ultrapar viu seu lucro cair em 71% no 4º trimestre, devido a um efeito negativo de R$ 183 milhões da baixa de ativos, o que agrava ainda mais a situação de algumas empresas no setor.

Indicações para a Petrobras

O governo, como acionista controlador da Petrobras, fez indicações para a eleição do conselho da empresa. Entre as indicações, estão oito nomes, sendo cinco reconduzidos, o que pode impactar a governança da estatal em um momento de incertezas no mercado de petróleo.

Opinião

Os resultados contrastantes entre as empresas refletem a instabilidade do mercado e a importância de estratégias sólidas para enfrentar os desafios econômicos atuais.