A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, no dia 3 de março de 2026, um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões para socorrer o Banco de Brasília (BRB). Essa medida surge em resposta ao rombo financeiro deixado pelo envolvimento do banco com o Banco Master.
O empréstimo será obtido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que também enfrentará uma despesa de R$ 51,8 bilhões em reembolsos a investidores do Banco Master e de outros bancos do mesmo grupo que foram liquidados pelo Banco Central (BC).
Medidas Aprovadas
Além da contratação do empréstimo, os deputados distritais aprovaram que o BRB poderá utilizar imóveis da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), da Companhia Energética de Brasília (CEB), da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e do próprio Poder Executivo em operações de venda ou vinculação a fundos de investimentos.
O governador Ibaneis Rocha (MDB) deve sancionar o texto, que promete gerar ainda mais debate na sociedade. O BRB terá que reservar R$ 8 bilhões para cobrir perdas relacionadas às carteiras do Banco Master.
Críticas da Oposição
A oposição na CLDF criticou as medidas, chamando-as de “cheque em branco” e alertando que podem comprometer as contas do Distrito Federal. O deputado distrital Chico Vigilante (PT) destacou a falta de interesse público nas ações, afirmando que a proposta é uma demonstração da incapacidade do governo em lidar com a situação.
Durante a sessão, a deputada distrital Paula Belmonte (PSDB) usou um cheque em branco como símbolo da crítica da oposição, que alega que as medidas não garantem a segurança financeira do DF.
Opinião
A aprovação do empréstimo levanta questões importantes sobre a gestão financeira do Distrito Federal e a responsabilidade do governo em garantir a estabilidade do BRB sem comprometer os recursos públicos.






