Internacional

Rússia e China condenam ataques de EUA e Israel após morte de Khamenei

Rússia e China condenam ataques de EUA e Israel após morte de Khamenei

A confirmação da morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, em 28 de outubro, repercutiu amplamente entre aliados e adversários do país persa. Khamenei, que tinha 86 anos, foi uma das vítimas dos bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel.

Reações internacionais

O presidente russo, Vladimir Putin, condenou os ataques e classificou a morte de Khamenei como uma violação das normas de moral e do direito internacional. Ele ressaltou que Khamenei será lembrado como um estadista que contribuiu para as relações entre Rússia e Irã.

Por sua vez, o governo da China também se manifestou, afirmando que o ataque representa uma grave violação da soberania do Irã e pediu o fim imediato das operações militares na região.

Reações de Israel e EUA

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel intensificará os ataques, mirando em alvos do governo iraniano. Ele incentivou os iranianos a derrubar o regime clerical, sugerindo que a morte de Khamenei cria um vácuo de poder.

Em resposta a possíveis retaliações, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou aumentar a força dos ataques, advertindo que qualquer reação do Irã seria respondida com uma força sem precedentes.

Reações de grupos islâmicos

Grupos como Hezbollah e Hamas prometeram vingança, considerando a morte de Khamenei um crime hediondo. O Hezbollah afirmou que não abandonará a resistência, enquanto o Hamas declarou que o ataque foi uma ação traiçoeira.

Nova liderança no Irã

Após a morte de Khamenei, o Conselho de Liderança Temporária assumiu o comando no Irã, sendo presidido por Masoud Pezeshkian, que declarou a morte como uma declaração de guerra contra os muçulmanos, prometendo vingança.

Reunião de emergência da ONU

A ONU convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança para discutir a escalada de violência. O secretário-geral, António Guterres, expressou preocupação com a situação e pediu o fim das hostilidades.

Opinião

A morte de Khamenei e a resposta internacional revelam um cenário de crescente tensão no Oriente Médio, que exige atenção e diplomacia para evitar uma escalada de conflitos.