No Rio Grande do Sul, o clássico entre Grêmio e Internacional é mais do que um jogo; é uma expressão cultural. Aos 81 anos, Haroldo de Souza alcança a marca de 200 Grenais, um feito que representa não apenas números, mas uma jornada repleta de emoções.
Haroldo começou sua carreira de narrador em 1974 e, no ano seguinte, em 1975, narrou seu primeiro Grenal. Desde então, ele dedicou 18 mil minutos de sua vida à narração, o que equivale a mais de 300 horas de pura emoção. Ele ajudou a consolidar a Rádio Grenal, que se tornou referência em transmissões esportivas no Brasil.
Uma Voz que Transforma Emoções
“Narrar 200 Grenais é ter vivido duzentas vidas diferentes em 90 minutos”, afirma Haroldo. Sua voz não apenas narra os gols, mas também cria bordões que se tornaram icônicos entre os torcedores. Ele recorda momentos marcantes, como o gol de André Catimba em 1977 e o gol de Falcão, que fez história.
Apesar de sua longa trajetória, Haroldo ainda sonha em narrar um Grenal de 5×5, algo que ele considera fantástico. “Morrer narrando um Grenal, na hora do gol. O grito de gol e tchau, minha gente”, revela ele, mostrando sua paixão pelo que faz.
Legado Familiar
Além de seu amor pelo futebol, Haroldo tem um sonho especial: ver sua filha, Joaquina, de apenas oito anos, seguir seus passos como narradora. “Se ela quiser, eu ensino tudo o que eu sei”, diz ele, expressando seu desejo de deixar um legado.
Com 200 Grenais narrados, Haroldo de Souza se tornou uma figura respeitada por ambas as torcidas, mantendo sua neutralidade como um compromisso profissional. Ele narra para a emoção e para a paixão que une os gaúchos, independentemente do time.
Opinião
Haroldo de Souza é mais do que um narrador; ele é a voz que eterniza cada Grenal, transformando cada partida em um capítulo da história gaúcha.






