O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), está em busca de articular a criação de um palanque único para sua pré-candidatura ao Senado. A estratégia visa evitar a presença de candidatos de outros partidos na disputa pela segunda cadeira ao Senado, onde duas vagas estão em jogo neste ano.
Em entrevista ao Correio Braziliense, Ibaneis elogiou a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), também pré-candidata ao Senado, reconhecendo-a como “uma das maiores defensoras do bolsonarismo”. Contudo, ele reafirmou sua intenção de não se aproximar do PL, afirmando que os inimigos do MDB são outros.
Na terça-feira (24), em conversa com o Metrópoles, o governador reforçou que sua pré-candidatura conta com o apoio de um “pool de partidos”, defendendo que apenas um palanque de centro-direita deve ser estabelecido no DF. Ibaneis reconheceu a lealdade dos apoiadores de Bolsonaro a Kicis, mas mantém sua posição de distanciamento.
Crise do Banco de Brasília
O cenário político de Ibaneis é complicado pela crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB). Recentemente, a Câmara Legislativa do Distrito Federal, sob a presidência de seu correligionário Wellington Luiz (MDB), arquivou três pedidos de impeachment contra o governador relacionados ao caso Master. Apesar do desgaste, Ibaneis minimizou o impacto da crise, afirmando estar tranquilo e focado na situação do BRB, que considera um patrimônio da cidade.
“O povo me adora e tenho muito a mostrar do trabalho que fiz ao longo desses oito anos. Vou às ruas todos os dias e a recepção da população é maravilhosa”, declarou o governador.
Opinião
A articulação de Ibaneis Rocha para um palanque único reflete a complexidade da política no DF, onde alianças e distanciamentos podem determinar o futuro eleitoral.






