A Suprema Corte dos EUA surpreendeu ao derrubar as tarifas de Trump em 20 de fevereiro de 2026, beneficiando o Brasil como o maior favorecido entre os 20 principais parceiros comerciais americanos. A redução média das tarifas sobre as exportações brasileiras atingiu 13,6 pontos percentuais, conforme a Global Trade Alert (GTA).
Apesar da reação de Trump, que anunciou uma tarifa global de 10% e posteriormente elevou para 15%, o Brasil manteve sua competitividade no mercado americano. A decisão judicial foi um revés significativo para o presidente, mostrando que o Executivo não tem carta branca para impor tarifas sem a aprovação do Congresso.
Impactos das Tarifas e Reação do Mercado
As exportações brasileiras para os EUA recuaram 6,7% em 2025, totalizando US$ 37,7 bilhões. Entretanto, com a nova tarifa de 10% que entrou em vigor em 24 de fevereiro de 2026, cerca de US$ 21,6 bilhões em exportações brasileiras foram beneficiadas pela redução. Os setores mais favorecidos incluem o agronegócio e alimentos, que reforçam a posição do Brasil como fornecedor estratégico.
A decisão da Suprema Corte também impulsionou a valorização do real e fez com que a Bolsa de Valores brasileira atingisse recordes históricos. O economista-chefe da Blue3 Investimentos, Roberto Simioni, destacou que a decisão encerrou a incerteza que afastava investidores do país.
Reação do Governo Brasileiro e Estratégia Comercial
O governo brasileiro adotou uma postura estratégica, recusando acordos que não faziam sentido. A decisão da Suprema Corte encerra um ciclo de tarifas que, sob a IEEPA, chegaram a 35% em setembro de 2025. Agora, com a tarifa de 15%, o Brasil não perde competitividade em relação a outros países, já que todos enfrentam a mesma taxa.
Desafios e Oportunidades Futuras
Apesar dos ganhos, as tarifas sobre aço e alumínio permanecem em vigor, e investigações sobre práticas comerciais brasileiras continuam abertas. Analistas alertam que uma possível reaproximação entre EUA e China pode reduzir a demanda por produtos brasileiros, como soja e carne.
Opinião
A recente decisão da Suprema Corte dos EUA pode ser vista como uma oportunidade para o Brasil diversificar seus mercados e fortalecer sua presença em um cenário global cada vez mais competitivo.
