Tecnologia

Ana Freitas revela como projeto Pharmaicy transforma IA com ‘drogas digitais’

Ana Freitas revela como projeto Pharmaicy transforma IA com 'drogas digitais'

Ferramentas de inteligência artificial estão passando por uma transformação inovadora com a aplicação de códigos que simulam os efeitos de substâncias psicoativas. Essa prática, conhecida como drogas digitais, está ganhando destaque em comunidades criativas e gerando debates sobre a capacidade da IA de pensar fora dos padrões tradicionais.

O que é o projeto Pharmaicy?

Um dos principais exemplos desse movimento é o projeto Pharmaicy, que comercializa módulos que alteram a forma como chatbots, como o ChatGPT, interpretam comandos e geram respostas. Os preços dos módulos variam conforme a substância digital escolhida. O módulo que simula os efeitos da maconha custa cerca de US$ 30, enquanto o de ayahuasca fica em aproximadamente US$ 50. O módulo de cocaína, por sua vez, é o mais caro, custando cerca de US$ 70.

A experiência de Ana Freitas

A novidade ganhou repercussão nas redes sociais após ser apresentada pela criadora de conteúdo Ana Freitas, conhecida no Instagram como @anacron.ia. Em um de seus testes, Ana aplicou o módulo que simula os efeitos da ayahuasca no ChatGPT e comparou o comportamento da ferramenta antes e depois da aplicação. Inicialmente, a IA apresentava respostas diretas e objetivas. Após o uso da substância digital, no entanto, o chatbot começou a exibir uma criatividade ampliada, com respostas menos lineares e associações mais livres.

Testes com microdose de ayahuasca

O Pharmaicy também oferece uma microdose de ayahuasca gratuitamente, permitindo que os usuários testem como a IA reage a essas alterações antes de adquirir as versões completas. Para receber essa microdose, basta fornecer o email na página inicial do site e aguardar o código ser enviado.

Resultados dos testes

Em um teste realizado, foram fornecidos comandos em dois chats diferentes: um com a microdose e outro sem. O comando pedia que o ChatGPT gerasse um parágrafo descritivo sobre um casal fazendo um piquenique em um campo. A resposta sem a microdose foi previsível e organizada, enquanto a gerada após a aplicação da ayahuasca digital apresentou uma abordagem mais sensorial e rica em detalhes, ampliando a profundidade da narrativa.

Opinião

A crescente popularidade das ‘drogas digitais’ para IA levanta questões interessantes sobre a criatividade artificial e suas implicações éticas, merecendo um debate mais amplo.